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A PONTE DE MIM PARA O OUTRO. Dia da Europa

Pontes são os rumos do começo da vida.

No prodígio daquele crepúsculo prezei o eclodir do Sol lustroso pela janela do avião, alastrando-se entre as nuvens e irradiando diante do meu olhar, fogoso, incandescente. Só então apercebi-me, que ao contrário do que o humano ambicionou por séculos, eu não precisava das asas de Ícaro para o alcançar.

Pontes são a aprendizagem de quem somos, quem seremos e quem fomos. Quando a atravessamos, enfrentamos os tumultos das ondas impelindo contra a estrutura da ponte, na tentativa de derrubar a nossa fortaleza que nos mantém firmes e resilientes.

As pontes são a possibilidade de mudança. Não são apenas percursos de vida, nem só o que conecta fisicamente uma parte da terra a outra. São as ligações entre a Humanidade, que nos aproxima, ajuda a conhecer o outro, a respeitá-lo e a aprender com ele. Pontes interligam diferentes realidades, mentalidades, línguas, culturas, religiões, artes, conhecimentos.

Pontes contam histórias! É o que mais necessitamos, neste tempo infortuno, nesta geração, e até onde a Humanidade durar. Num mundo de disparidades entre pobres e ricos, entre quem ama e quem se apodera do ódio, entre os que vivem na ignorância à dessemelhança daqueles que sobrevivem, pontes é o que devemos construir e os muros derrubar, pois limitam a mente humana, impossibilitam a visão de uma melhor utopia, de uma Humanidade equilibrada e consagrada.                               

 Marília Franco, EEPE EBSM, 11º5 #ponteuropa